A vida de um analista de TI, muitas vezes, parece uma corrida. Há demandas de todos os lados, todas “para ontem”, e tudo é “prioridade”. Encontrar calma nesse cenário turbulento parece impossível. Mas não é.
Já passei por isso. Ceder a quem grita mais alto virou rotina. É um padrão que se repete e leva ao esgotamento. Mas descobri um jeito de quebrar esse ciclo. Não é sobre reconhecer uma urgência, mas sobre não deixar que te “apertem” sem um processo.
Aqui, mostro como.
Quando tudo é urgente, nada é. E quem consegue falar mais alto ou tem mais influência, acaba “furando a fila”. Isso não é eficaz. Causa atrasos em projetos importantes e sobrecarrega a equipe. A responsabilidade por esses atrasos cai em você e no seu time.
A chave está em envolver os stakeholders – os líderes das áreas interessadas – no processo de priorização.
E se surgir algo realmente urgente que não pode esperar a reunião?
É essencial mostrar o valor do seu time.
Não se preocupe se alguns líderes não aparecerem nas reuniões de priorização. Eles podem alegar falta de tempo. Mas geralmente é falta de compromisso com o processo.
Quando isso acontece, as atividades das equipes ausentes ficam sem priorização. Isso vai impactar os prazos delas. Quando as reclamações sobre atrasos aparecerem, você terá a justificativa.
Uma boa prática é registrar a presença. Ao final de cada reunião, compartilhe um resumo das atividades decididas e a lista de participantes. Assim, os superiores desses líderes ausentes podem ver onde está o problema.
Com essa abordagem, você troca a correria por controle. Transforma o “grito mais alto” em diálogo. E, mais importante, traz paz para o seu dia a dia de trabalho.
No fim, é sobre trabalhar com estratégia. Não se deixe levar pela pressão. Crie laços com todos os envolvidos. O sucesso da equipe depende de um time ouvido e participativo. Mantenha as reuniões recorrentes, reconheça o esforço coletivo. Se precisar dar um puxão de orelha, faça isso no privado. Todo mundo tem seus problemas; às vezes, só precisamos ser ouvidos.